sábado, 14 de junho de 2014

Programa Inter(cartográfico)

Palavras que saltam para dançar fora do corpo...


Essa série Palavras que saltam.... foi criada a partir do PROGRAMA PERFORMATIVO  - Gêneros (Inter)Cartográficos, local da ação - dentro de você e na forma escolhida para o registro, tempo da ação - 1 mês


Cartografar sua personalidade a partir da  identificação  das  suas sensações, sentimentos,  comportamento  e o corpo  para cada gênero (feminino, masculino e híbrido), 

Instruções 

1. Escolher um forma de organizar o registro;
2. Eleger no seu cotidiano apenas uma emoção ou um  comportamento ou uma sensação ou uma parte de seu corpo (que tenha tido algum tipo de destaque para você dentro do dia) que você julgue significativo, para identificar a que gênero estas reações pertencem  energicamente;
3. Importante que - você expanda dentro de você de maneira que possa resignificar que matérias habitam uma energia feminina ou híbrida ou masculina, não necessariamente se prendendo as formas pré estabelecidas. A proposta desse programa é para que você estabeleça seus próprios critérios, como por exemplo: que  momentos de fragilidades possam pertencer a uma energia mais masculina, ou momentos de resistência a dor ou o contato com a sua força possa pertencer a uma energia mais híbrida. Abra a sua escuta interna e o movimento sutil da natureza e deixe que essas sensações cheguem até você;
4. No final de cada dia escreva uma frase ou uma palavra, registrando o estado e qual forma de energia escolhida;
5. Você pode incrementar esse registro com imagens, cores ou outros elementos quaisquer, mas importante é que você envolva a escrita de alguma forma;
5. Sinta-se a vontade para eleger mais de um estado por dia;
6. Ao final de realizar o programa fotografe todos esses registros e compartilhe com o grupo que vc está desenvolvendo essa pesquisa.
                                                                                                           
* Esse programa foi escrito para Série 3x1 - Gêneros (Rapsódia em vermelho)




sexta-feira, 19 de julho de 2013

Programa Modelo - Paisagens vestidas Estudo 004

Camuflagem que se revelam em paisagens vestidas é um programa modelo criado a partir da observação da performer sobre seu próprio guarda-roupa, num minucioso mapeamento sobre alteridade. 
Vestida me revelo em múltiplas formas que me fazem ou não relacionar com os múltiplos sujeitos que nesse quadro habita, me multiplicando sobreponho camadas que se disfarçam em conformidade, para assim resistir.







O segredo que o outro guarda, o segredo de quem sou, quem sou está dentro do segredo que  o outro guarda, o outro guarda o segredo, o segredo de quem, o sou...
Raquel Aguilera

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Programa Modelo - Paisagens vestidas - Estudo 003

Por todas as roupas que possam existir nesse mundo real ou imaginário, comprada, ganhada ou roubada, por todas as roupas vestidas e despidas, por todas as fantasias, metáforas e todas as entrelinhas que costuram e se rasgam por si, por todas as paisagens vestidas que a compõem com toda a sua beleza inconfundível que possa ser capaz de ecoar os mais recôntidos desejos..








sábado, 4 de maio de 2013

Programa Modelo - Paisagens vestidas - Estudo 02



47 Camuflagens sobrepostas ao mesmo tempo, criando uma outra camuflagem a 48.

48 pedra - Um camuflado composto por sólidas texturas que petrificam em que não podem perfurar as humilhações  


sábado, 27 de abril de 2013

Programa modelo - Paisagens Vestidas - Estudo 001



Experimento II - TEXTURA


A textura das coisas que te cercam, os tons de marrons da blusa revelam uma certa simplicidade no ar onde abandonar normais dispositivos se chocam a exuberancia do dourado da princesa dessa terra....





Experimento I - sobrePOSIÇAO

Roupa de sair e roupa de estar dentro...
Uma sobreposição de fotos a partir da série paisagens vestidas


domingo, 14 de abril de 2013

Programa modelo - Cartografia Paisagens Vestidas







Tema: mapeamento identificatorio - roupas
Local: Guarda roupa e paredes da casa
Duração: O tempo que todas as roupas do armario sejam documentadas (usadas e trocadas)


Instruções

_Fazer um registro fotografico para cada peça de roupa que esteja sobre minha posse dentro da casa;
_No dia-a-dia passar por todas as roupas sem repetir nenhuma; (exceto casaco, calcinha e sutiã)
_Para cada roupa catalogar da seguinte forma:
Origem:
Cor principal:
Temperamento:
O que eu vejo:

_No final montar um painel cartografico das paisagens registradas formando uma mandala trançando através das cores e formas estilos uma mapeamento da minha personalidade;



A roupa que te veste
A roupa que te revela e trai
A roupa que te diz o que e como voce sente hoje,
A roupa que voce veste hoje mas nao veste amanha. 
A roupa que te faz ser recebida, 
A roupa que te veste e que nao deveria ser vestida.
A roupa como bilhete de entrada, 
A roupa do seu gueto, da sua estoria.
A roupa da sua memoria. 
Vestir uma roupa, como uma atitude de incorporação da sua persona
A roupa que comporta a sua identidade
A roupa que conecta o seu comportamento
Quanto voce paga por elas?
O que vc deixa de fazer para te-las?
As roupas que vc tem e se compromete que dia vai usar.


Nunca compro roupas, as que tenho ganho, as que ganho me aposso,
cortando, trocando uma manga, mais curto, tingindo,  cinto, com outro, compondo até que me encaixe


quinta-feira, 14 de abril de 2011

Fetiches Urbanos Massimo Canevacci




2010




O Entrelinhas entrevista o antropólogo italiano Massimo Canevcci, autor de Fetichismos Visuais. O livro é uma leitura dos códigos visuais das metrópoles, mostrando como a linguagem da comunicação e da publicidade erotizam nosso olhar e modificam nossa percepção do corpo, das relações sociais e da arte. Autor que mantém forte relação com São Paulo sobre a qual escreveu o livro A Cidade Polifônica Canevacci comentou essas novas formas de sensibilidade durante um passeio pela rua José Paulino, corredor comercial em que manequins e roupas são uma vitrine dos fetiches urbanos.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Thoughts on Workshops for Zecora Ura

Oi queridos,

Aqui vai em rápidas pinceladas uma proposta de trabalho colaborativa,

Então meus queridos venho matutando sobre como posso colaborar para o desenvolvimento de Residência em pesquisa do 3 cap. de Hotel Medea.
Visando a possibilidade de dar continuidade ao processo de investigação Espelho e a conexão deste trabalho com Hotel Medea, (relação entre ama e criança – ator e espectador) Gostaria de dar início a elaboração de uma metodologia de trabalho envolvendo este processo, recriando a estrutura de troca de roupa, a relação de intimidade, respiração e a não-ação (pensando em investigar um conceito minimalista, o essencial movimento, o vazio preenchido pelo outro, a eliminação de excessos encontrando o que é impossívelmente essencial).
E dentro disso tudo descobri a relação do conceito Minimalista com a tecnologia
Achei esses dados abaixo, mas preciso investigar mais detalhes sobre isso
Teoria Minimalista de John M. Carroll (1990) é focada na construção de material didático, particularmente a de manuais de instrução para uso de software. Pode ser explicada pelo "paradoxo de produção" identificado por Carroll and Rosson (1987): usuários querem atingir seus objetivos o mais rápido possível, mas para fazer algo novo, precisam aprender. Enfatiza a redução, a um mínimo, da distância entre o indivíduo, a tarefa real e o sistema instrucional. Diz que os aprendizes adultos não são um quadro em branco pois possuem experiências prévias e não gostam de serem tratados como se não soubessem nada. O sistema instrucional deve ser baseado na experiência dos aprendizes. Carroll também identifica as raízes do Minimalismo no construtivismo de Bruner e Piaget. Vale ressaltar que Carroll (1998) não utilizou o termo "minimalista" para significar "menos" instrução ou recursos, mas sim um engajamento mais rápido, concreto, e direto com as atividades reais de interesse do usuário
A teoria sugere que:
1. todas as tarefas de aprendizado devem ser atividades significativas e independentes;
2. devem ser dados para os aprendizes projetos realistas e que engajem o aprendiz com a tarefa o mais rápido possível;
3. a instrução deve permitir o raciocínio e a improvisação autodirecionados, aumentando o número de atividades ativas de aprendizado;
4. os materiais e as atividades de treinamento devem levar em consideração o reconhecimento;
5. o erro não é tratado como um problema e sim como uma oportunidade de aprendizado; há uma ênfase em ajudar o aprendiz a se recuperar do erro;
6. deve existir uma ligação próxima entre o treinamento e o sistema real.
Emfim, esse é apenas o início de uma idéia, esse é um caminho que me dá desejo de experimentar.

Raquel Aguilera


domingo, 12 de outubro de 2008

Correspondência na sua caixa de entrada



Espelho, Espelho meu...


Querido Rafael Rodriquez,


Gostaria de convida-lo para participar do ensaio aberto de uma performance, 
uma nova obra, cujo o conceito está calcado nas minhas mais recentes experiências.

 No dia: 13 de outubro 
 Na hora: 16:00
 No endereço: Largo do França, 4/201 - Santa Teresa 
 ps: Por favor, caso haja restrições a este horário queira por gentileza, confirmar sua presença, 
 colocando o dia e a hora desejada.


Raquel Aguilera

contato: 21 7656-4928

terça-feira, 7 de outubro de 2008

ROTEIRO



A bela senhorita, recebe o público, no silêncio pede para, tirar a bolsa pegar o celular e coloca-lo no vibrador, descer a escada retirar os sapatos e pedir para que se sente na cadeira.
·         O público entra e senta-se de frente ao espelho;
Em susurros falo: Adoçado pelo  sacrifico de uma violeta,  o grande espelho de aço deixa um ressaibo roxo nos olhos;
·         Apareço e me confronto pelo espelho com a imagem do público;
·         Peço para que levante e assim nos olhamos;
·         Começo a tirar a parte de cima e entrego-lhe a primeira parte;
·         Assim começamos a trocar nossa roupa;
·         Uma  vez terminado nos olhamos mais um pouco e sentamos;
·         Então eu falo:
Permita que  eu feche meus olhos, pois é muito longe e tão tarde, pensei que era apenas demora e cantando pus-me a esperar-te.
Permita que agora emudeça, que me conforme em ser sozinha, há uma doce luz no silêncio, e a dor é de origem divina.
Permite que eu volte meu rosto para o céu maior que este mundo, e aprenda a ser dócil como a estrela no seu rumo.
·         Levanto-me,  cantando em murmúrio uma velha cantiga de ninar e ponho a tirar minha roupa, e como acalantando, ponho a roupa na cadeira, como quem põe um neném para dormir;
·         Saio olhando para o público;
·         Coloco a última música;
·         Mensagem do celular :
· FRASE FINAL PARA ENVIAR PELO CELULAR
                   Permita dizer-te que aqui neste lugar não existe fim......

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Inquietações , na caixa de entrada



Estou louca, a solidão me pertuba e transcende, estou voltada para o espelho.........
Ja levantei os panos, estou cobrindo os quatro lados da parede.
Uma tenda......
Tenho lido sobre Artaud, me reaproximando de seu legado subversivo.
E pesquisando as poesias de Cecilia Meirelles
Comecei gostando dessa, 
Preciso dialogar, vou me achando e me perdendo........
Noções 
Entre mim e mim, há vastidões bastantes
para a navegação dos meus desejos afligidos.

Descem pela água minhas naves revestidas de espelhos.
Cada lâmina arrisca um olhar, e investiga o elemento que a atinge.

Mas, nesta aventura do sonho exposto à correnteza,
só recolho o gosto infinito das respostas que não se encontram.

Virei-me sobre a minha própria experiência, e contemplei-a.
Minha virtude era esta errância por mares contraditórios,
e este abandono para além da felicidade e da beleza.

Ó meu Deus, isto é minha alma:
qualquer coisa que flutua sobre este corpo efêmero e precário,
como o vento largo do oceano sobre a areia passiva e inúmera...

Cecília Meireles
Mas já li outras que me encantei mais que esta, vou te mandando ao poucos.......

Saudade cresce diariamente.....
Estou me planejando para começar a apresentar no inicio da segunda semana de setembro.
Estou estimando encontrar 20 pessoas até outubro, 

graaaaaannnnde beijo

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Espelho, espelho meu....






Querido,

Hoje tive um encontro com uma amiga ela esta fazendo o doutorado sobre Cecilia Meireles indagando o silencio na poesia.
Cecilia Meireles nao é dramaturga, mais sua obra é um clássico da poesia moderna.
Na verdade fiquei pensando se para este trabalho uma poesia não corresponde mais, devido a estrutura da  performance, mais  do que pensar num texto.
Procurar uma poesia que a gente possa traga-la nao so pela palavra, mas pelo gesto, pela relacao com o espectador e o espaco cenico

Estou comecando a limpar o espaco, que esta cheio de objetos inuteis, vou arruma-lo para a performance e tirar umas fotos antes, para vocer ver.

Pensando naquele assunto que voce colocou no carro com relacao a voce neste trabalho, que nome podemos dar, colaborador, diretor, emfim.
Uma das possibilidades que mais me instiga neste trabalho é estar trabalhando junto com voce, que eu admiro e gosto muito das instigações e das boas ideias.
E gostaria de te-lo como diretor. Tenho dúvidas com a palavra colaborador que me parece uma relaçao mais distante, ou talvez tenha que saber mais sobre o significado de colaborador.
Vamos nos correspondendo, o que me interessa e continuar a idealizar este trabalho junto com voce.
graaaaaaaaaaaaaaaaaaande beijo